Polícia Federal prende Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em nova fase da Operação Compliance Zero
Paulo Henrique Costa foi afastado da chefia do BRB em novembro | Foto: Divulgação/BRB

Executivo é alvo de mandado de prisão por suspeitas de fraudes em operações com o Banco Master

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira, 16, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na capital federal. A ação faz parte de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o banco estatal e o Banco Master.

Além da prisão do executivo, agentes federais cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal e em São Paulo.

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Carteiras de crédito sem lastro de R$ 12,2 bilhões são centro da investigação

No cerne do caso estão suspeitas de fraudes relacionadas à aquisição de carteiras de crédito consignado sem lastro pelo BRB, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, originárias do Banco Master. A Polícia Federal apura se Paulo Henrique Costa participou de uma suposta falsificação de documentos após a compra dessas carteiras, com o objetivo de ocultar irregularidades na operação.

Além disso, as investigações examinam a possível participação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e de sócios em uma operação de compra de ações do BRB por meio de fundos administrados pela gestora Reag.

Trajetória de Costa à frente do BRB e afastamento judicial

Paulo Henrique Costa ocupava a presidência do BRB desde 2019, após ter sido indicado ao cargo pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Durante sua gestão, o executivo liderou a tentativa de aquisição do Master pela instituição estatal brasiliense.

O afastamento de Costa da chefia do banco já havia ocorrido em novembro, por determinação da Justiça, durante a primeira etapa da Operação Compliance Zero. Naquela ocasião, ele foi removido do cargo sob acusações de descumprimento de regras de governança e autorização de operações sem lastro envolvendo o Banco Master.

Defesa alega atuação técnica e disposição para colaborar

Os advogados de Paulo Henrique Costa sustentam perante a Polícia Federal que a atuação de seu cliente foi exclusivamente técnica. A defesa argumenta ainda que o ex-presidente pode contribuir tanto para o esclarecimento das operações conduzidas pelo BRB quanto para eventuais outras investigações que venham a ser instauradas.

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