Cármen Lúcia diz que dinâmica do STF precisa mudar e aponta crise de confiança na democracia
Ministra deu declaração em palestra em SP | Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

Em palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso, ministra classificou o volume de ações na Corte como uma ‘avalanche’ e defendeu mudanças

A quantidade de processos que chegam ao Supremo Tribunal Federal é um problema que não pode ser ignorado. Essa foi a mensagem central da ministra Cármen Lúcia durante palestra realizada nesta segunda-feira, 13, em São Paulo, em evento organizado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Avalanche de ações exige repensar a dinâmica da Corte

Para a ministra, a Corte enfrenta uma “avalanche” de ações que precisam ser “repensadas”. Ela reconheceu que a tarefa não é simples. “Não é fácil do ponto de vista humano e funcional”, declarou.

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“O Supremo não pode ficar como está em sua dinâmica”, disse Cármen Lúcia. “Vejo essa tentativa de mudança. Não significa que não tenha muito a aperfeiçoar.”

Crise de confiança atinge toda a sociedade, diz ministra

Além da sobrecarga de trabalho no STF, a ministra abordou a crescente desconfiança da população em relação às instituições. Segundo ela, essa crise não se restringe ao setor público — alcança também entidades privadas e permeia toda a sociedade brasileira.

Cármen Lúcia revelou que está estudando o princípio de confiança na democracia e redigindo um trabalho sobre o tema. “A crise da confiabilidade hoje é gravíssima, atinge as relações democráticas no plano horizontal e no plano vertical e estatal, porque as pessoas não aprendem mais a confiar”, observou.

Relações de ministros com ex-dono do Banco Master geram desgaste

Nos últimos meses, o Supremo Tribunal Federal enfrentou fortes críticas depois que vieram à tona as relações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O episódio alimentou a crise de imagem da Corte.

Ministra evita comentar caso, mas garante conduta ética

Sem mencionar diretamente o caso envolvendo os colegas, Cármen Lúcia disse que não pode falar por todos. Contudo, garantiu que “não está fazendo nada de errado”.

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