Pular para o conteudo
Sábado, 23 de maio de 2026 Brasília, DF 21 °C
Brasil

PM do Bope morto no Rio enviou mensagem à esposa antes do confronto: “Continua orando”

Esposa compartilha última conversa com Heber Carvalho, policial com 17 anos de dedicação à corporação O sargento Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, integrante do Batalhão de Operações Policiais…

Esposa compartilha última conversa com Heber Carvalho, policial com 17 anos de dedicação à corporação O sargento Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, integrante do Batalhão de Operações Policiais…

Esposa compartilha última conversa com Heber Carvalho, policial com 17 anos de dedicação à corporação

O sargento Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi um dos policiais mortos durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, na última terça-feira (28). Momentos antes do confronto com criminosos do Comando Vermelho (CV), ele enviou uma mensagem à esposa, Jéssica Michele, que acabou se tornando uma comovente despedida.

“Estou bem. Continua orando”, escreveu o policial na troca de mensagens com a esposa.

A conversa, divulgada por Jéssica nesta quarta-feira (29), mostra a apreensão da mulher enquanto o marido participava da operação:

“Você está bem? Deus está te cobrindo. Estou orando”, perguntou ela.

Heber respondeu pedindo que continuasse a orar, mas logo deixou de responder às mensagens. Preocupada com o silêncio, Jéssica voltou a escrever:

“Te amo. Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados. Amor, me dá sinal de vida sempre que puder.”

Desabafo e homenagem nas redes sociais

Nas redes sociais, Jéssica publicou o print da conversa e desabafou sobre a perda:

“Você não falou mais. E agora, o que vou falar para a Sofia?”, escreveu, referindo-se à filha do casal.

Ela também lembrou que o marido morreu no mês do aniversário da filha, destacando a dor de reviver a data no futuro:

“Outubro, mês do aniversário da minha filha. E para o resto da vida ela vai lembrar do paizinho dela.”

Com 17 anos de serviço na Polícia Militar, Heber era conhecido pelos colegas por sua dedicação e coragem. Segundo a esposa, ele costumava refletir sobre o risco do trabalho, dizendo que, a cada vez que perdia um companheiro, sentia que “tinha uma senha nas mãos” — e que, se chegasse sua vez, seria fazendo o que mais amava.

“A gente nunca acredita, esse dia chegou. Não consigo explicar essa dor”, lamentou Jéssica.

O policial Cleiton Serafim Gonçalves, colega de tropa de Heber, também morreu na mesma operação, que deixou dezenas de mortos e reacendeu o debate sobre a violência e o papel das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado no estado.

Leia tambem