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Política

Escritório da esposa de Moraes faturou R$ 80,2 milhões com Banco Master em 22 meses

Escritório de Viviane Barci recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master em 22 meses, dez vezes mais que outras bancas jurídicas.

Escritório de Viviane Barci recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master em 22 meses, dez vezes mais que outras bancas jurídicas.

O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do STF, recebeu quantia significativamente superior a outras bancas jurídicas contratadas pelo Banco Master para serviços de defesa legal.

Entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados faturou R$ 80,2 milhões da instituição financeira, valor que representa aproximadamente dez vezes mais do que outros escritórios receberam pelos mesmos tipos de serviços.

Dados revelados pela CPI

As informações foram obtidas através de registros da Receita Federal encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado do Senado e posteriormente divulgadas pela imprensa.

O pagamento foi estruturado em 22 parcelas mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões cada. O contrato original previa repasses totais de R$ 129 milhões ao longo de três anos, mas foi interrompido quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025.

Justificativa dos serviços prestados

A defesa do escritório detalhou as atividades realizadas:

  • 94 reuniões executadas
  • 36 pareceres técnicos elaborados
  • Desenvolvimento de novo código de ética e governança institucional

Posicionamento das partes envolvidas

O escritório Barci de Moraes manifestou-se afirmando não confirmar “informações incorretas e vazadas ilicitamente”, destacando que todos os dados fiscais possuem caráter sigiloso.

O ministro Alexandre de Moraes, através de nota oficial, classificou as alegações como “absolutamente falsas” e considerou a matéria “fantasiosa”.

Contexto investigativo

O Banco Master encontra-se sob investigação da Polícia Federal devido a suspeitas de operação fraudulenta no sistema financeiro, com movimentação estimada em mais de R$ 51 bilhões.

O caso ganhou maior repercussão após revelações de que a instituição também realizou pagamentos milionários a outros veículos de comunicação, incluindo repasses superiores a R$ 25 milhões ao portal Metrópoles.

Fonte: revistaoeste.com

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