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Sábado, 23 de maio de 2026 Brasília, DF 19 °C
Justiça

ONG ligada à defesa de Marcinho VP terá reunião com Alexandre de Moraes no STF

Flávia Fróes, advogada de Marcinho VP, entrega dossiê a Moraes sobre operação no Rio e pede medidas à Corte Interamericana.

Flávia Fróes, advogada de Marcinho VP, entrega dossiê a Moraes sobre operação no Rio e pede medidas à Corte Interamericana.

Instituto Anjos da Liberdade entregará dossiê sobre supostas torturas durante megaoperação no Rio e pede atuação da Corte Interamericana

A advogada Flávia Fróes, defensora do traficante Marcinho VP e presidente do Instituto Anjos da Liberdade, participará nesta quarta-feira (5) de uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O encontro, solicitado pela própria ONG, discutirá a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou ao menos 121 mortos.

ONG vai entregar dossiê com relatos de supostas torturas

Segundo Flávia Fróes, o Instituto Anjos da Liberdade entregará ao ministro um dossiê com denúncias de supostas torturas e abusos praticados por agentes de segurança durante a ação policial.

A audiência ocorre no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, processo em que o Supremo acompanha a atuação das forças policiais em comunidades do Rio e avalia limites para grandes operações.

Entidade aciona Corte Interamericana de Direitos Humanos

Além do encontro com Moraes, a ONG também acionou a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O pedido solicita medidas de proteção para familiares das vítimas, a suspensão de operações policiais de grande porte e o afastamento dos agentes envolvidos nas mortes, além da preservação de provas relacionadas à ação que resultou em mais de uma centena de mortos.

A iniciativa busca pressionar autoridades nacionais e internacionais para garantir, segundo a entidade, segurança e transparência nas investigações.

Moraes assume relatoria e inclui participação de entidades civis

Esta será a primeira reunião conduzida por Alexandre de Moraes como relator da ADPF das Favelas, após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF.

O encontro deve contar também com outras organizações da sociedade civil, que apresentarão propostas de acompanhamento das operações policiais no estado.

As ONGs haviam solicitado acesso à reunião anterior entre Moraes e o governador Cláudio Castro (PL), mas o pedido foi negado.

O tema continua mobilizando o Supremo e grupos de direitos humanos, reacendendo o debate sobre o papel do Judiciário na supervisão de operações de segurança pública e sobre os impactos das ações policiais em comunidades cariocas.

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