Delcy Rodríguez destaca ‘boa vontade’ americana após prisão de Maduro e aprovação de nova lei de mineração
A vice-presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio pela disposição em restaurar as relações bilaterais entre os dois países. O reconhecimento aconteceu durante a cerimônia de assinatura da nova Lei de Mineração venezuelana, aprovada na semana passada.
“Gostaria de agradecer ao presidente Trump, ao secretário de Estado e aos secretários que estiveram envolvidos em todo este processo por sua disposição em buscar relações diplomáticas, econômicas e cooperativas com a Venezuela”, declarou Rodríguez durante o evento. A legislação representa uma das reformas mais significativas implementadas pelo regime após a operação americana de 3 de janeiro em Caracas.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Nova lei revoga décadas de restrições socialistas
A legislação aprovada elimina décadas de limitações socialistas impostas ao setor de mineração e introduz medidas para atrair investimento estrangeiro, especialmente dos Estados Unidos. A reforma faz parte dos esforços de reaproximação após a prisão de Nicolás Maduro, procurado pelas autoridades americanas por acusações de narcoterrorismo.
Rodríguez, que atuava como vice-presidente e ministra do petróleo de Maduro, assumiu a presidência interina após a captura do ditador. Filha do falecido terrorista marxista Jorge Rodríguez, ela tem colaborado com o governo Trump na implementação do plano de três fases para restaurar a democracia venezuelana.
Retomada das relações diplomáticas
Os países restabeleceram oficialmente os laços diplomáticos no final de março. Desde então, diversos funcionários americanos de alto escalão visitaram Caracas, incluindo o secretário do Interior Doug Burgum, o secretário de Energia Chris Wright e Kyle Haustveit, do Departamento de Energia dos EUA.
A reaproximação marca uma reversão na deterioração das relações que começou durante o governo de Hugo Chávez e se agravou sob Maduro. Por décadas, Venezuela e Estados Unidos mantiveram fortes vínculos amigáveis antes da ascensão do socialismo chavista.
FMI e Banco Mundial retomam negócios
Tanto o Fundo Monetário Internacional quanto o Banco Mundial anunciaram na quinta-feira a retomada dos negócios com o regime venezuelano, encerrando uma ruptura de seven anos. Rodríguez classificou o movimento como uma “grande conquista da diplomacia venezuelana”.
Michael Kozak, funcionário sênior do Departamento de Estado americano, informou ao Congresso que a primeira fase do plano de recuperação está “concluída”. A segunda fase focará na recuperação econômica e “reconciliação política”, com os Estados Unidos mantendo controle “muito significativo” sobre a receita petrolífera venezuelana.