Estado de saúde chocante revela condições desumanas nas prisões cubanas
Organizações de direitos humanos manifestaram profundo horror e revolta após a divulgação de fotografias mostrando um ex-prisioneiro político cubano libertado recentemente em condições físicas extremamente debilitadas, apresentando múltiplos problemas de saúde graves, incluindo câncer avançado e sinais evidentes de desnutrição severa.
Alexander Díaz Rodríguez, atualmente com 45 anos, passou cinco anos encarcerado após ser detido no período subsequente às manifestações anticomunistas de 11 de julho de 2021. Sua condenação baseou-se em acusações de “desrespeito” e “desordem pública” por ter se posicionado contra a ditadura Castro.
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Comparação com campos de concentração gera indignação
Javier Larrondo, presidente da organização Prisoner Defenders, que monitora a situação de prisioneiros políticos em Cuba, compartilhou com o Breitbart News e outras mídias as imagens que o próprio Díaz Rodríguez enviou logo após sua libertação, solicitando ampla divulgação para expor as atrocidades cometidas pelo Partido Comunista Cubano.
“Quando vi o estado em que ele estava, vi o que já vi em outras ocasiões entre prisioneiros libertados em Cuba: eles parecem como se tivessem sido resgatados de um campo de concentração“, declarou Larrondo, que também disponibilizou uma fotografia de Díaz Rodríguez de 2021, antes de sua prisão, para efeitos comparativos.
Problemas de saúde múltiplos e graves
Segundo informações do Prisoner Defenders, Díaz Rodríguez enfrenta uma condição de câncer terminal na garganta, além de hepatite B e doença da tireoide. Durante todo o período de encarceramento, familiares denunciaram consistentemente que ele foi submetido a práticas de tortura tanto física quanto psicológica.
É importante ressaltar que o prisioneiro não recebeu qualquer tipo de clemência médica e foi libertado exclusivamente porque concluiu integralmente sua sentença de cinco anos.
Líderes dissidentes denunciam sistema prisional
José Daniel Ferrer, dirigente da União Patriótica de Cuba (UNPACU), considerado o maior grupo dissidente conhecido no país, divulgou um pronunciamento em vídeo no domingo, classificando as imagens de Díaz Rodríguez como “prova inegável do que o sistema penitenciário na tirania castro-comunista faz com prisioneiros políticos em Cuba”.
“Este homem precisa de remédios, precisa de vitaminas, precisa de comida, ele não tem nada”, destacou Ferrer, que atualmente vive exilado na Flórida após anos de prisão e tortura repetida. Ele enfatizou que Díaz Rodríguez foi libertado simplesmente por ter cumprido sua sentença completa, acrescentando: “ninguém pode vir me dizer agora que ele recebeu um perdão e que isso foi um gesto de benevolência da tirania nefasta e criminosa”.
Falsos perdões e propaganda do regime
O Partido Comunista Cubano ocasionalmente busca conquistar aprovação internacional através de anúncios de supostos “perdões” prisionais, como ocorreu recentemente no início de abril. O Ministério das Relações Exteriores (MINREX) anunciou em 2 de abril a concessão de perdões a aproximadamente 2.000 prisioneiros “no contexto das celebrações religiosas da Semana Santa”, omitindo que a prática do cristianismo fora do controle partidário é ilegal em Cuba.
Contudo, a medida excluiu explicitamente pessoas condenadas por “crimes contra a autoridade”, categoria na qual se enquadra Díaz Rodríguez. Apesar disso, diversos veículos de comunicação estabelecidos afirmaram incorretamente que a iniciativa beneficiou prisioneiros políticos, o que não corresponde à realidade.
Crise econômica agrava situação do regime
O regime Castro enfrenta dificuldades econômicas ainda maiores este ano após a prisão do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro em janeiro por acusações de tráfico de drogas nos Estados Unidos. Durante anos, Maduro e seu antecessor Hugo Chávez forneceram petróleo gratuito ou com grandes descontos para Cuba em troca de expertise em segurança e espionagem.
Após a prisão de Maduro, a “presidente” interina venezuelana Delcy Rodríguez interrompeu o fluxo de petróleo para Cuba. Como consequência, as redes de geradores privados utilizados por hotéis de luxo e residências da elite para contornar as falhas constantes da rede elétrica cubana deteriorada tornaram-se menos confiáveis. Adicionalmente, Cuba ficou sem combustível de aviação, dificultando enormemente as viagens de turistas para a ilha.
Décadas de repressão e violência sistemática
Cuba permanece sob um regime comunista brutal há 67 anos. O Partido Comunista, inicialmente sob o comando do falecido ditador Fidel Castro e atualmente sob seu irmão Raúl, empregou por décadas práticas generalizadas de tortura, pelotões de fuzilamento, prisões em massa e espancamentos públicos para subjugar uma população que nunca elegeu democraticamente o regime Castro, que chegou ao poder através de um golpe organizado por Fidel Castro e seu pequeno grupo.
Desde a morte de Fidel Castro em 2016, os cubanos têm saído às ruas quase incessantemente na última década para exigir o fim do regime e o respeito por seus direitos fundamentais. O Partido Comunista tem respondido consistentemente com agressão brutal. Após os protestos de 11 de julho de 2021 contra o comunismo, o “presidente” fantoche Miguel Díaz-Canel, subordinado de Raúl Castro, emitiu uma “ordem de combate” autorizando ataques vigilantes por comunistas contra qualquer pessoa suspeita de se opor ao regime.
Busca por visto humanitário
Ativistas humanitários que defendem Díaz Rodríguez observaram esta semana que é improvável que ele receba os cuidados médicos necessários para sobreviver após sua libertação. A União pelo Partido Cuba Livre, uma organização anticomunista, fez um apelo na terça-feira para que algum país do mundo livre conceda um visto humanitário para o ex-prisioneiro político.
O Prisoners Defenders denunciou os relatos falsos sobre os supostos perdões, enfatizando que seus contatos com famílias de prisioneiros políticos autênticos em Cuba não resultaram em notícias de libertação desses prisioneiros. Larrondo observou que Cuba frequentemente implementa essas “drenagens prisionais”, libertando criminosos menores para economizar recursos durante períodos de dificuldades econômicas.