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Espanha retoma atividades diplomáticas no Irã em meio a críticas israelenses

Governo espanhol retoma atividades diplomáticas em Teerã aproveitando cessar-fogo, enquanto Israel critica decisão como cumplicidade com regime iraniano.

Governo espanhol retoma atividades diplomáticas em Teerã aproveitando cessar-fogo, enquanto Israel critica decisão como cumplicidade com regime iraniano.

Governo espanhol retoma atividades diplomáticas em Teerã

O governo espanhol anunciou a reabertura de sua representação diplomática em Teerã, capital iraniana, aproveitando o atual momento de cessar-fogo no Oriente Médio. A decisão foi comunicada pelo chanceler José Manuel Albares durante declaração na quinta-feira, 9 de abril.

“Existe uma janela para a paz”, justificou o ministro das Relações Exteriores, ao explicar a medida que visa reestabelecer o diálogo diplomático com o regime iraniano.

Críticas à conduta israelense

Albares aproveitou o pronunciamento para condenar as recentes ações militares de Israel no Líbano. “Ontem vimos como Israel, desrespeitando o cessar-fogo e violando o Direito internacional, lançou centenas de bombas sobre o Líbano”, declarou o chanceler, conforme informações da Reuters.

A manifestação ocorre após nova operação militar israelense no território libanês, realizada na quarta-feira, que resultou na eliminação de aproximadamente 250 terroristas. Os bombardeios atingiram principalmente Beirute e regiões do sul do país.

Posicionamento crítico de Madri

Desde o início das tensões no Oriente Médio, a Espanha mantém postura crítica em relação às ações militares americanas na região. O país proibiu o uso de suas bases militares pelas forças dos Estados Unidos e se distanciou da linha adotada por outros parceiros europeus.

“Instruí nosso embaixador em Teerã a retornar, a reassumir seu cargo e a reabrir nossa embaixada, e a nos unirmos a esse esforço pela paz em todas as frentes possíveis, inclusive na própria capital iraniana”, completou Albares.

Reação israelense

O anúncio espanhol provocou forte reação negativa de Israel. O ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa’ar, classificou a decisão como cumplicidade com os crimes perpetrados pelo Irã contra sua própria população.

“O regime terrorista iraniano retoma as execuções de seus cidadãos, manifestantes e opositores políticos. A Espanha reabre sua embaixada em Teerã. De mãos dadas. Sem pudor. Uma desgraça eterna”, escreveu Sa’ar em suas redes sociais.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez considera as operações militares contra o Irã como ações “imprudentes” e “ilegais”, reafirmando que seu governo não participará de iniciativas que julga prejudiciais ao cenário internacional.

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